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Zé Luis Higino

Zé Luis Higino
Meu irmão poeta,
obrigado atleta
da escrita e do .

Colega dedicado,
redescobriu-se em Janeiro
num fado cantado
em jardim Alte (aneiro).

Bem hajam ceias
que tal proporcionem;
com outras ideias
as mentes funcionem...

O Zé Luis descobriu
que fazia da rima
arma com que riu
e ferida que desatina.

Uma vez por outra,
lá pede desculpa...
se a tareia foi pouca,
mais liberto se culpa.

Na sua irreverência
verseja a preceito,
nalguns, com indecência,
bate a torto e a eito.

Já te vou conhecendo,
presunção e vaidade,
nesse coração mole
onde mora a alacridade.

Uma altiva jactância,
um ser sofredor,
que nos dá com ânsia
dimensão da sua dor.

Para não te imitar,
e um longo escrito não fazer,
contigo irei cantar
o que Maconge nos trouxer.

..................

Um Abraço Zé Luis,
faço o que consigo,
uma Ninfa me diz
que tanto a persigo...


30-05-2005

E fui

E fui
e vi
e estive com tanta gente
que me deixou contente;
não sou egoísta,
mas como posso dar a ver
a bela vista
que foi este conviver?
E se gostei,
oh! se gostei
de vê-los tão queridos
na lembrança entretidos
e gulosos
na sua mocidade vaidosos
que na sua entradota idade
baila sorridente a saudade.

É assim MACONGE,
uma erudição,
um sentimento que radica
lá longe, muito longe...
no coração...
que bem perto fica.


29-05-2005

Ana Maria Esteves

Ana Maria Esteves
colega muito querida
acredita que por vezes
dou por mim à brida.

De ti não me recordar?
Não o leves a peito,
recordo-vos -- a suspirar,
naquele sensual geito...

Ah, acredita Aninhas,
ah, se de todas recordo
a beleza das carinhas...
... nas perninhas acordo.

Vocês não me ligavam!...
Jogaram-me p'ra um canto!...
Pobres olhos não paravam
d'admirar tanto encanto.

Foram colegas sem igual,
ainda hoje vos vejo...
Lá do Padrão, o jornal,
quando mandava um beijo!


26-04-2005

Reino de Maconge

Maconge é peculiar,
é Mundo de um só Rei.
Em indo-se a cear,
subverte-se a régia lei.


Podem os eleitos confirmar
dos eleitores a emoção,
porque mesmo a reinar
são todos os que lá estão.


Monarquia republicana
d'eleitos Rei e Vice-Reis,
desta Nação Africana
que p'lo Mundo encontrareis.


Nação tão displicente,
que mesmo aos que lá não "vão",
a reinar lhes consente
que digam de sua razão.


Maconge é de amistar
quem por bem se acerca.
No diferente reinar
tradição não se perca.


08-04-2005

Por fim aproxima-se Maio

Por fim aproxima-se Maio
mês da Ceia de Toronto
que dará ao PAIVA ensaio
com o vinho não ficar tonto.

Vós que ides à ceia levai-o,
a sério, e vê-de de pronto,
que o vinho servido, que raio,
seja benzido e bem no ponto.

Ainda aguardo, OH PAIVA!
o convite com degustação.
Do Nobre e Soba se saiba
do vinho e da refeição.

Não vou à tua ceia, Paiva,
com grande tristeza fico,
pudesse dizer-te da raiva...
não indo me mortifico.

Guardo porém a esperança,
de em hora marcada brindar
com todos por muita bastança
--num dos viras homenagear.

Vão a Toronto, companheiros,
vão e levem meus abraços.
Falem d'Angola, dos cheiros,
de Maconge, nossos enlaços...


08-04-2005

Estados d'Alma

Preciso dizer-vos, meus amigos,
desta angústia que trago
em sonhando tempos passados...
Baralham-se-me os sentidos.
De não vos ter perto fico amargo,
perto vos vejo, tão afastados...


Recordo a bela meminice,
recordo uma grata juventude,
recordo-me quando estudante...
Sofreria se não vos visse
em conversas, em sonhos, amiúde,
em ceias que de Maconge cante.


Sei que é Reino de Fantasia,
que é de Solidariedade...
Um Reino de Fraternidade
glorificado em poesia.


Nele, quando não me recordo
dalguns colegas já perdidos,
consigo com outros o recobro
no rememorar dos nossos amigos.


Deles, lembrando-me fico triste,
dos que em parte incerta estão,
em mim a saudade persiste,
trá-los de volta ao meu coração.


Sinto-me assim, melancólico,
com sobrepeso de qual emoção,
mesmo sendo de Cristo acólito,
sabendo que em melhor "vida" são


07-04-2005

Ao Poeta de Furor

De prova dada está o Higino,
o Zé Luis a escrevinhar,
qual seja o tema, é um mimo,
troca-me as voltas na rima a dar.

Dá, não dá, qual baralho a usar,
que mesa ou que parceiro a filar...
já do liceu, com virgens ou usadas
jogava, não fossem é profanadas.

Sempre na sua irreverência,
faz jogadas de bluff rápido,
esquece-se da velha sapiência,
aceitar o que doutros não é hábito.

Não jogando com muita subtileza,
não chega contudo a deslustrar,
mas deixa por vezes um amargar,
nesse dar cartas com tal dureza.

Sendo bom prestidigitador,
baralha-me de tal modo os naipes,
que às vezes me dão uns vaipes
de dizer-lhe, não sejas castigador.

.....................


A malta é fixe, a malta é fixe...
Quem não pensa como eu,
Que se lixe, que se lixe,
Não é do liceu, não é do liceu...


30-03-2005

Higino, Soba de Faro

Higino, soba de Faro,
decreta lá das alturas:
"dá ao Valério o preparo
Santa Fátima que o aturas"

Vinho d'um raio d'adegas
na ceia d'Alte regado
que provoca tais refregas...
"Aqui te deixo recado."

"Fátima, vê por quem alinhas,
dá-lhe umas composturas,
aperta-me esse falinhas,
o Valério está de finuras"

"Vejo-o de muito paleio
mesmo acagaçado...
às adegas não veio
mas por mim vai ser caçado."

De tanto se remexer
no mosto da casta do vinho
que remédio, eu alinho.
"Vamos ter de andar a escolher."

Gosto desse povo lhano,
da cozinha com poejos,
de melhor vinho e queijos.
"Qual o mosto alentejano."

D'adegas e d'iguarias
há até um proceder,
na mesa do melhor porias
"Que ele bem goste de beber."

Diz o Higino: "c'um catano!
como vamos escapar
de neste prélipo não guiar
eu, ele e o Zé Frade, o mano."

"No meio de tanta prova,
Do Zé Frade não saberei
como evitar a sova...
Com Santa Paula falarei."

"Por causa de uma boa casta
sairemos do ramerrão,
as Santas levam a pasta,
lá mais p'ra frente no verão."

"A questão é como ficarei...
com tanta prova concedo,
já o vinagre não é azedo,
mas o Valério rebocarei."

"Ó Fátima, dá-lhe uma mão,
p'ra que ele se aperalte,
não seja como em Alte,
afina-lhe bem a degostação."

"Trata-o com gosto e rigor,
não o deixes à mingua...
aveluda-lhe a lingua,
pois vai sair daí um provador."

"O que lhe deres não seja pouco
porque se não gerar um douto
ou teremos um trovador
ou uma barriga de tambor."


28-03-2005

Obrigado Macongino

Obrigado Macongino
por teres ouvido o Brazão,
teremos versos do fino
poetar do Mangericão.

Estou é baralhado;
em dois fios é criado
o desejo de leitura,
a surpresa da aventura.

Diz-me, Mangericão,
p´ró que isto é,
balançar com'ó balão,
não arredar o pé?

Ou no "Diabos do Ritmo"
é mais para o íntimo,
e no "Morro de Salalé"
é mais tertúlia de café?

É que vindo de quem vem
não se sabe o que esperar,
vê-se bem da rima que tem
do muito que há para nos dar.

Volto ao princípio,
meu caro Neco,
será suplício
não ter-te por perto.

...

Ok, m'inganei.


Não é Morro de Salalé
é Noites de Salalé.
Isto já não há pé,
p'ra tanto banzé.


26-03-2005

Não disse que o vinho...

Não disse que o vinho não tinha gosto,
O quer disse foi do meu desgosto,
Daquele vinho de fraco mosto.
Em bem servida e boa mesa posto.

Henrique Vieira, só te critiquei
Dizendo que do vinho não gosto,
Porque, verdade, com ele só amarguei,
Não disse que o vinho não tinha gosto.

Senti-me com pleno à vontade,
Dizendo-te, de frente, no rosto,
O que não bebi, de ti não é maldade,
O que disse foi do meu desgosto.

Desculpa não te ter dito com carinho
Da má qualidade do pipo posto,
Não nos darias se fosses adivinho,
Daquele vinho de fraco mosto.

O vinho está longe de deslustrar,
A quem lá esteve com muito gosto
De amigos rodeado a cear,
Em bem servida e boa mesa posto.


21-03-2005

VIVA MACONGE

Vivam iguais em Maconge,
Não queiram arvorar-se
Nem em grandes ares dar-se...
Humildade leva-nos longe...


Viva Maconge, o Reino,
Viva o Espirito Fraterno e muito.
Viva os que primeiro
Viram da Amizade em Maconge intuito.


Um grande e forte abraço macongino
a todos os que sentem como hino
fazer da Amizade e Fraternidade
actos concretos e não vaidade.


21-03-2005

Não digas nada, Gena

Não digas nada, Gena,
Foram meros desabafos,
De quem tem muita pena
De viver em terra de abafos.

Às cinco da tarde ou da noite,
A mim tanto me faz,
Desde que a dita fonte
Não se esgote no cabaz.

Com malta macongina,
Em boa cavaqueira,
Não vejo quem não queira
Estar às cinco da matina.

Prepara-te então Geninha,
Com calor à ceia vamos,
e sequiosos esgotamos
até a dita cervejinha.


17-03-2005

São Festas, Senhores, São Festas...

Ó Geninha, por falar em festa,
diz-me lá, se também nesta
se comeu do tal chocolate,
que dizem recordes bate,
ninguém lhe resiste ao gosto,
e dá às meninas fogo posto?


Um patusco aí de Sydney,
armado d'ervas que não fumei,
ao chocolate as mistorou,
e em festa o povo gostou.
Não sei se bem compreendi,
chama-se, acho, "wasibi".


A grafia está correcta?
A erva tenho por certa
ser nativa, muito usual.
O gosto é que é para o tal,
amargo, adocicando-se
ao comer, saboreando-se.


Geninha, desculpa o aparte,
às cinco acabam as festas?
Ao sábado também se parte
tão cedo, sem limar arestas?


Festa que acaba às cinco da tarde,
nem aqui há onde tanto se enfarde.
Ó Geninha, é festa ou lanche,
se às cinco toca o desmanche?
Não gosto, ala que aí vou eu,
jantar, se quiser será do meu.


Se lá na nossa grande terra,
festa é coisa que só encerra,
dois dias depois de começar,
desse modo, como é farrar?
Abala-se a meio do gosto,
sujeito a ficar indisposto?...


Já à Ceia de Sydney não vou.
Pois se mal entrei já me vou...
Às cinco acabam-se os comes,
se conduzires, também não bebes.
Ó Geninha que faço por aí
se não gostar do tal "wasibi".



Um abraço grande como o mundo
À avózinha que no fundo
Atura descabida imbirração
Deste chatarrão.


16-03-2005

Petição Aos Sobados

Digníssimo Soba Paiva de Carvalho.
Sendo tua a próxima ceia,
E sabendo dela o trabalho,
És o primeiro na ideia...


Petição dirigida
a todos os Sobados.
Que me seja consentida
provas e babados...


Agora está na moda
ser-se requerido.
Esperamos, digno Soba,
o convite apetecido.

Data e local aprazado,
hora do lauto repasto.
Convite engalanado
atado em fita de nastro.

Não vou a lado algum cear,
sem primeiro saber do vinho.
Devemo-nos resguardar...
das uvas também se faz vinho.

Assim, manda na mukanda
prova do divino nectar.
Se poderes, menu "amanda",
concede-me antegozar...

Porque alto interesse
este requerer enferma,
não vá ele parecer-se
com assunto de taberna.

Digo-vos que pagando,
sem ares de lobrigador,
quero por aí jantando,
ser bem servido, sim senhor.

De tão fácil é exigir
e criticar obra feita,
que humilde venho pedir,
não me façam a desfeita.



Aceita os respeitos
deste que se assina,
sendo p'ra todos os efeitos
o menos traquina.


12-03-2005

Essa da história do Bala

Essa da história do Bala
O Valério na Austrália contar,
Foi dito, vê-se quem fala
Senão o poeta d'apostar.
Não se fez rogado, no mínimo,
Vai logo d'imitar o Higino.

É que em apostar é rei,
Ganhava-as em demasia,
Esse que tinha sua lei
Em cada teima que fazia.
Dava conta dos colegas
Se quisessem refregas.

Como ele se tem em favores
De na alta ser acompanhado,
Por alguns grandes senhores
Deste mundo infernizado,
Não se sente bem, com certeza
Rodeado da plebe à mesa.

Eu, que de moço de recados,
Tenho muito pouca feição,
Que faria naqueles sobados
Se não é minha a lição?
Daria com os burros na água...
Deitá-se-me logo à frágua...

É qu'isto d'imitar grã fino,
Não é fácil, nem p'ra qualquer um.
É necessário o desatino
De aos outros não ligar nenhum.
Mesmo que venham compostos
E à bajulação dispostos.

Sendo assim, renúncio,
A tão alta incumbência.
Não me vejo, nem confio
Na minha sapiciência...
Com dignitários mundiais?
Eu, que só me conheço d'arraiais?


11-03-2005

À Helena Saiago

À Helena Saiago
Professora de inglês,
Que ainda hoje trago
Em sonhos de quando em vez.



Era bem bonitona
Esbelta e bem grande,
Enfim, bem boazona.

Fez-me viandante
Em noites de insónia,
Aquela amazona.

Fiz-me d'inglês amante
Em pecaminosa memória.

Helena Saiago,
Professora d'inglês
Que em mim inda trago
O raspanete de uma vez.

Mas o querem que diga!
As pernas um monomento,
Que nas aulas lobriga,
Qual desatentamento...

Isto p'ra vos dizer,
Que na aula este autor
Queria as pernas ver,
P'ra tal fez-se domador.

Soltando uma tartaruga
Em direcção ao estrado,
Procurava ver na fuga
As pernas da Saiago.

Foi-se aperfeiçoando
A tartaruga no seu mister,
Para de vez em quando
O tratador pernas rever.

Numa dessas, que triste,
Sai reprimenda "nokaute":
"Mister War, if you insiste,
You may go out!"

Ingloriamente acabou
A arte de tratador.
Em respeito se finou
O desbragado destemor.

Era boa professora,
Nada era minguado...
Em inglês, sim senhora,
É questão de linguado...

Tinha uma maneira
A stôra Helena Saiago
De nos falar d'asneira:
"Está mal, está calado."

Não era reprimenda,
Era um acto doce,
Que nos fazia fenda,
Ralhar-nos, antes fosse.

Como querem que esqueça
Se não há dia que falte,
Se não me sai da cabeça,
"You may go out."


06-03-2005

Ceia Nacional do Sobado de Seixal/Almada

Companheiro, Companheira,
Polémicas à parte,
Hoje voo em joeira
Querendo sensibilizar-te.

Isso das ceias e dos fados,
Tem complicada escola,
Uns, deles enamorados,
Outros, não chateiem a carola.

Muito tempo é passado
E as saudades imperam.
Calar para ouvir o fado,
Em tormento desesperam.

Dizem:" À ceia vim hoje,
Saber da terra e de colegas,
Saudades que trago de longe,
Não quero entrar em refregas."

Dito assim, é compreensível,
Que nem discursos queiram ouvir.
Não são de alma insensível,
Recordando preparam o porvir.

Nós, maconginos de cepa,
Precisamos de adaptar.
A tradição não se decepa,
Se doutro jeito irmanar.

Maconge tem rituais
Que não se podem olvidar.
Discursos e fados são dos tais,
A perderem-se é naufragar...

Sou tradicionalista
E em Maconge sou feliz,
Cresci em regras sem vista,
Fraternidade não se desdiz.

Conheci Solidariedade
Pensando outra coisa ser,
Confundia com Amizade,
Em Maconge vim a saber.

Como dizia D. Mário Saraiva:
"Elas são o esteio do Homem,
O alimento do Reino
Que das procelas sulcava
Em novos maconginos e jovem
Se perpetuará o Reino.
Ele transporta Amor.
Até à Eternidade."


06-03-2005

Maconge É Recordar

Maconge também é recordar,
E faço-o com amizade.
Devemos rememorar
Traquinices da mocidade.


O respeito que lhe tenho
Faz do José António Freire,
O primeiro no meu empenho
Em galhofar falando de heire.

É Nobre em nosso Reino,
É Conde da Quipola,
D. Cabeças que na escola
Das partidas fazia treino.

Nada tem de peculiar,
Acreditará quem quiser,
Não estou cá para fiar,
Paga o último que vier.


Estórias do Cabéças,
Duma delas vou falar,
Garboso numa dessas,
É o próprio a contar.

Zé António chega a casa,
Diz à mãe meio tristonho:
"Estou a ficar em brasa,
Não tenho amigos e sonho".

Diz a mãe: " Conta lá dessas".
"É que os meninos na escola
Deram em chamar-me Cabéças,
T'aqui, vai tudo de estarola".

"Meu filho, há muito que sabes
Que tens a cabeça grande.
Interessa é que não te babes,
Faz-me um recado, ande"...

"Vai à loja do Angelino,
Trás-me cinco quilos de batata."
"Mamã, assim não atino,
Tanto, trago onde, na lata?"

"Despacha-te, rapidinho,
Meu querido filho José,
Vem pela sombra no caminho,
Trás a batata no boné"

.....................

Obrigado Zé António
Por contares esta estória,
Mereces bem o encómio,
És digno de ficar na história.


05-03-2005

Sobado de Toronto

Em minha fraca memória
Há aí coisa de encantar.
É verdade ou história,
Isso de a Toronto Cear?

D. Luiz Paiva de Carvalho
Esforça-se em acreditar,
Que a malta num baralho
Vai a Toronto manjar.

Está tudo preparadinho,
Ó Conde da Muskoka?
Agora qu'inda não há vinho,
Onde está o Curoca?

De maldizer fiquei tonto,
Vou parar a resguardar-me.
Não vá o Soba de Toronto
Em versadas surrar-me.

Ó Paiva de Carvalho,
Não sei se aí irei,
Mais um a dar trabalho,
Pr'além do Vice Rei

Aqui me despeço,
Abraços fortes mando,
Endereça-os, peço
Também aos do teu mando.


05-03-2005

Poetas de Maconge - Paula Tavares

O que me trás aqui hoje,
Trás-me bem angustiado...
Mas muhuila não foje
Enfrenta e vem honrado.

Ó Huilana poetisa
De quem me sinto envergonhado,
Por favor me autoriza,
Que por ti seja perdoado.

De alguns poetas falei,
Em recordações maconginas.
De ti não me perdoarei...
Esqucer-te. Imaginas ?

A tua sublime poesia
Editada no estrangeiro
E premiada, é garantia...
Os Muhuilas estão primeiro.

Foi grande a minha distracção,
Ó Ana Paula Tavares,
Colega que trago no coração
E que leio em versos singulares.

Servirão estas quadras singelas
Para desculpado sentir-me?
Ecoa meu grito nas Chelas
Paula, prometo redimir-me.


05-03-2005